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O TUBÉRCULO PODEROSO DOS ANDES: LIBIDO, FERTILIDADE, ANTIOXIDANTE E ENERGIA

 Lepidium meyenii, popularmente chamado de Maca Peruana, é um tubérculo e o seu cultivo é tradicional nas montanhas andinas, sob elevação de 3.500 – 4.000m acima do nível do oceano. Existem aproximadamente 13 ecotipos diferentes em seu cultivo, podendo se dividir conforme a coloração amarela, roxa, branca, cinza e preta, sendo mais comum o tubérculo de cor amarela. Em 1992, a Maca foi reconhecida como alimento consumível pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sendo então difundido para consumo global (1).

    A Maca Peruana vem sendo usada como um alimento funcional, pois em sua composição encontram-se proteínas abundantes, aminoácidos (possui cerca de 9 dos 10 aminoácidos essenciais), carboidratos e minerais. Também é rica em vitaminas do complexo B (B1,B2,B3,B6) e vitaminas C, D3, E, P. Por ter seu valor nutricional reconhecido mundialmente é encontrada como farinhas, gelatinas, néctares, extratos, bebidas, pães, bolo, biscoitos, geleias, cápsulas (2). A maca também é consumida fervida com água ou leite e adicionada a bebidas como sucos, vitaminas, smooties, coquetéis, bebidas alcoólicas, cremes e até junto ao café (3).

    Por ter em sua composição compostos chamados macaenas e macamidas, a maca desempenha funções bioativas no organismo e apresenta maior funcionalidade no que se refere ao aumento da libido e na infertilidade. Possui função antioxidante, anti-inflamatório, anticancerígeno, redução de glicose, atenua os efeitos da menopausa, neuro e cardioprotetor, prevenção da osteoporose, depressão, fadiga e anemia (4,5,10,11).

    No que tange a melhoria da fertilidade, Gonzales e colaboradores em 2014, relataram que a maca possui compostos funcionais similares aos efeitos da testosterona no controle biológico do corpo e estimula a espermatogênese (produção de espermatozoides) nos homens. Ela estimula a atividade sexual em ambos os sexos por elevar a libido, devido efeito direto dos extratos da maca na secreção de hormônios sexuais. Nas mulheres, a maca também é utilizada para diminuir os efeitos da menopausa por ser reguladora hormonal (6,7). Já sua função antioxidante é tão eficaz que pode ser comparada ao chá verde, onde seus polissacarídeos demonstraram ser captadores de radicais livres hidroxila e radicais superóxidos (8).

    Além das funções terapêuticas, a farinha de maca peruana pode ser utilizada como ingrediente funcional, suplementando a composição de pães e produtos sem glúten, visto que o público celíaco possui dificuldades de absorção de nutrientes como cálcio, e a maca possui elevadas concentrações: 600 mg de cálcio para cada 100g (por esse motivo também é tão boa para os ossos), além do mais é farta em fósforo, iodo, ferro e zinco (9).

    Muitos estudos relacionam a Maca Peruana ao aumento da disposição para exercícios físicos, diminuído fadiga, ampliando os níveis de energia, evitando a ansiedade e melhorando o humor (10).

    Aliás a maca vem demonstrando ser ótima para diabéticos! Alguns estudos preliminares já mostram seus efeitos hipoglicemiantes (redução do açúcar no sangue) e sua função antioxidante protege contra danos celulares, aumentando a concentração de vitamina C circulante e diminuindo o marcador de radicais livres no sangue. São estudos com ratos, mas já trazem exemplos de sua ação benéfica no organismo (11). 

    Não foi observado nenhum efeito colateral do uso da maca peruana, mas por questões de segurança não deve ser utilizada durante a gravidez ou amamentação.

 Para finalizar, vai uma receitinha bem fácil para utilizar a farinha de maca peruana no seu dia-a-dia:

VITAMINA DE MANGA COM MACA PERUANA

Ingredientes

2 colheres de chá de raiz seca de Maca Peruana da Equilíbrio Saudável;

2 colheres de chá de sementes de linhaça da Equilíbrio Saudável;

2 mangas cortadas em pedaços;

Suco de 1 limão;

4 folhas frescas de hortelã.

100 ml de água

Modo de preparo

Colocar todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e bater até obter uma mistura homogênea. Caso seja necessário, adicionar mais água para diluir. 

    * DICA DA NUTRI: Como o seu pó é muito fibroso, ele não dilui na bebida. Um liquidificador ou mixer facilita na hora de homogeneizar.

Por Mariana Gamino 

Nutricionista Clínica e Esportiva

Profissional em Educação Física

Mestre em Movimento Humano, Educação e Sociedade

Professora Faculdade Anhanguera Pelotas

Referências

  • ZHANG, Ling et al. Physicochemical properties of maca starch. Food chemistry, v. 218, p. 56- 63, 2017
  • CASTILHO, E. B. Estrategias de comercialización maca hacia el mercado de Canadá. San Martín Emprendedor, v. 6, n.1, p.22-32, 2015.
  • WANG, Yali et al. Maca: An andean crop with multipharmacological functions. Food Research International; v.40; p.783–92; 2007
  • XIA, Chen et al. Simultaneous determination of macaenes and macamides in maca using an HPLC method and analysis using a chemometric method (HCA) to distinguish maca origin. Revista Brasileira de Farmacognosia, 2019.
  • GONZALES, Gustavo F. et al. Maca (Lepidium meyenii WALP), una revisión sobre sus propriedades biológicas. Revista. Peruana de Medicina. Experimental y. Salud Publica; n. 31; v. 1; p. 100-110; 2014.
  • PENAGOS, Gabriel S.; VÁSQUEZ, Suzan. L., MENACHO, Luz. M.P. Study of Maca (Lepidium meyenii), Andean crop with therapeutic properties. Scientia Agropecuaria v.6; n.2; p.131 -140 (2015)
  • LEE, Myeong S. et al. Maca (Lepidium meyenii) for treatment of menopausal symptoms: A systematic review; The European Menopause Journal; v. 70; p. 227- 233; 2011.
  • ZHAA, Shenghua et al. Extraction, purification and antioxidant activities of the polysaccharides from maca (Lepidium meyenii). Carbohydrate Polymers; v.111; p. 584 – 587; 2014
  • CANALES, M.; AGUILAR, J.; PRADA, A.; MARCELO, A.; HUAMÁN, C.; CARVAJAL, L. Evaluación nutricional de lipidium meyenii (MACA) en ratones albinos y su descendencia. Archvios Latinoamericanos de Nutrición, v. 50, p.126-33, 2000.
  • Cunha, I. F.; Avaliação do efeito neuroprotetor do extrato pentanólico do Lepidium meyenii (maca) em modelo animal experimental de acidente vascular cerebral isquêmico focal. Dissertação de Mestrado. Curso de Pós-Graduação. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. São Paulo. 2015.
  • RODRIGO, María Elena et al. Disminución del daño oxidativo y efecto hipoglicemiante de la maca (Lepidium meyenii Walp) en ratas con diabetes inducida por streptozotocina. In: Anales de la Facultad de Medicina. UNMSM. Facultad de Medicina, 2011. p. 7-11.
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